22 fevereiro 2009

Oxímoros paralisantes

Afonso Romano de Sant'anna respondeu no sábado, 21/02/2009, na Folha de São Paulo, ao crítico Marcelo Coelho, que havia resenhado seu livro "O Enigma Vazio, impasses da arte e da crítica". O pensador, intelectual, poeta, ensaísta, etc, etc, etc, escreveu o seguinte:
"Estou trazendo uma bibliografia transdisciplinar nunca operacionalizada para estudar a questão da arte contemporânea; estou revendo a teoria do caos, a questão da entropia e certos conceitos de física quântica em função da arte; estou trazendo a neurociência para tratar epistemologicamente da agnosia visual e mental; estou mostrando detalhadamente como pensadores notáveis cometem notáveis equívocos; estou operacionalizando o paradoxo do mentiroso e a argumentação em declive para desarmar as armadilhas duchampianas; esmiúço as homonímias, paranomásias e anfibologias em Derrida, Barthes ou Duchamp; enfim, estou mostrando que o rei não apenas está nu, mas está vestido pela linguagem alheia, que é preciso ultrapassar os oxímoros paralisantes que coagularam a arte e a filosofia"


Casmurro Sobrinho traduz :
O moço quis dizer "escrevi um livro do cacete".