12 fevereiro 2009

Patê não é pavê

Olaf é meu fiel mordomo. Originário da transilvânia, como todos os bons mordomos dos Urais, ele lava, passa, cozinha, caseia, chuleia, corta lenha, retira a neve e destila a vodka. É uma criatura bondosa e meiga, embora seja feio que dói: corcunda, vesgo, zarolho, manco e careca, possui apenas os quatro caninos na boca, com os quais descasca côco e abacaxi, bem como abre garrafas de cervejas e latas de conservas. Não coloco a foto dele aqui por duas razões básicas: 1) em respeito ao coração dos poucos incautos que frequentam este espaço; 2) em função de já ter queimado o circuito eletrônico de três máquinas fotográficas tentando registrar suas feições.
O fato é que, de vez em quando, ele apresentará aqui algumas de suas criações culinárias e afins. Para começar, uma entrada muito apreciada em todo o Cáucaso.

Patê de Vodka do Olaf
Ingredientes:
- 1 kg de silicone industrial
- 800 g de vaselina sólida
- 1,5 kg de glicerina
- 4 tubos de durepóxi
- 12 litros de vodka caseira (mínimo de 70% de álcool)
Modo de Fazer:
Em um tacho de tamanho apropriado, derreta o silicone, a vaselina, a glicerina e o durepóxi, até um ponto pastoso. Acrescente a vodka, flambe (mantenha-se a uma certa distância - uns 400 metros - ou chame os bombeiros para realizar este passo da receita) e retire do fogo. Espere esfriar e sirva com blinis ou bisnaguinhas seven boys.


"Comprei panela nova prá ver se eu cozinho melhor"