31 março 2009

Casa dos sabidos

A "Casa do Saber", em São Paulo, é um lugar muito chique que ministra diversos cursos chiques para pessoas chiques. Seu site diz que "a Casa do Saber é um centro de debates e disseminação do conhecimento em São Paulo, que oferece acesso à cultura de forma clara e envolvente, porém rigorosa e fiel às obras dos criadores. Em um ambiente extra-acadêmico, a Casa do Saber oferece cursos livres, palestras e oficinas de estudo nas áreas de artes plásticas, ciências sociais, cinema, filosofia, história, música e psicologia, reunindo renomados professores e conferencistas".
Como eu já disse, chiquérrimo, não ? Tanto é que dezenas de socialites frequentam esses cursos indispensáveis (e carérrimos, mas do contrário não tinha graça, não é mesmo ?), em temas tronitruantes como "Niethzsche, filósofo da suspeita", ou "O desencantamento do mundo". Aliás, a sinopse deste último é um primor de clareza e objetividade:

Segundo as religiões, o mundo em que vivemos é transitório, não tem sentido em si mesmo. Somente a referência ao “Outro mundo" é capaz de conferir à existência mundana seu verdadeiro significado como parte de uma totalidade. Nos tempos modernos, o progresso irrefreável da ciência não cessa de explicar mesmo os fenômenos naturais até então inexplicáveis, solapando assim o sentido totalizante que a religião procura atribuir seja ao mundo, seja à vida. Ao refletir sobre o avanço da racionalização e os limites da razão humana e, portanto, sobre os limites do fazer ciência, Max Weber desenvolveu o conceito de ”desencantamento do mundo", com o qual se procura compreender os rumos tomados pelo desenvolvimento da economia capitalista e também os paradoxos da atual cultura da racionalidade técnico-utilitária.


Casmurro Sobrinho traduz:
O moço quis dizer "Como a vida tá difícil, é bom acreditar que, quando a gente morrer, vai para o céu."