Como eu já disse, chiquérrimo, não ? Tanto é que dezenas de socialites frequentam esses cursos indispensáveis (e carérrimos, mas do contrário não tinha graça, não é mesmo ?), em temas tronitruantes como "Niethzsche, filósofo da suspeita", ou "O desencantamento do mundo". Aliás, a sinopse deste último é um primor de clareza e objetividade:
Segundo as religiões, o mundo em que vivemos é transitório, não tem sentido em si mesmo. Somente a referência ao “Outro mundo" é capaz de conferir à existência mundana seu verdadeiro significado como parte de uma totalidade. Nos tempos modernos, o progresso irrefreável da ciência não cessa de explicar mesmo os fenômenos naturais até então inexplicáveis, solapando assim o sentido totalizante que a religião procura atribuir seja ao mundo, seja à vida. Ao refletir sobre o avanço da racionalização e os limites da razão humana e, portanto, sobre os limites do fazer ciência, Max Weber desenvolveu o conceito de ”desencantamento do mundo", com o qual se procura compreender os rumos tomados pelo desenvolvimento da economia capitalista e também os paradoxos da atual cultura da racionalidade técnico-utilitária.
Casmurro Sobrinho traduz:
O moço quis dizer "Como a vida tá difícil, é bom acreditar que, quando a gente morrer, vai para o céu."