25 abril 2009

O gigante Golias



Tinha o Carlos Bronco Dinossauro, da família trapo. Tinha o velhinho Bartolomeu Guimarães, que ouvia tudo errado. Tinha a Isolda, o Profeta ("Uaaaalááááá"), personagens menores. Mas tinha sobretudo o Pacífico. Boné branco, onipresente camisa vermelha, bastava uma careta para desarmar qualquer cara séria. Transgressor, improvisava a ponto de deixar os que contracenavam com ele em situação embaraçosa - difícil não rir em cena frente a tão perfeito palhaço. Texto limpo, sem apelações - aquele humor ingênuo que contagia crianças de 5 ou 8o anos. Ronald Golias fez rir tantas gerações a ponto de imaginarmos que era perpétuo. Pensando bem, é.


Ô Cride, fala prá mãe que a gente sente uma falta danada dele.